Amor Sem Escalas




 
  Um filme indicado ao Oscar, um belo filme, porém achei um tanto fraco para o nível do Oscar. Apesar de ser um filme bonito e interessante, é muito parado e cansativo.

  É um filme que traz uma realidade um pouco diferente, a profissão do protagonista (Ryan Bingham) vivido pelo ator americano George Clooney e a solidão consciente, porém escolhida pelo protagonista, traz uma tristeza corriqueira e nos faz refletir sobre a nossa vida pacata e passageira.
  A atuação do ator George Clooney, como Ryan, foi boa, como em muitos filmes protagonizados pelo mesmo. Porém, inesperadamente a atriz coadjuvante, Anna Kendrick rouba a cena e faz uma atuação fantástica para uma estreante e por isso torna-se uma das indicadas ao Oscar, como melhor atriz coadjuvante.
  O desenrolar da trama me chamou bastante a atenção. A possibilidade de Ryan, ter que deixar a sua vida de viagens e sua imensa e peculiar coleção de milhas de voo, nos fazem perceber que realmente a solidão dele, para ele era muito mais benéfica, do que viver uma vida rotineira, criar uma relação fixa, ter filhos e ver preso para o fim da vida, uma pessoa que criou uma cultura de não ficar parado, de ficar sempre em vários lugares, como um pássaro que foi engaiolado. Para muitos, como para mim também, ter uma vida mesclada entre a rotina e a aventura é uma coisa muito boa, formar-se, empregar-se, casar-se, ter filhos, netos, bisnetos, tataranetos, aposentar-se, viajar bastante, ver a vida passar, leve e bonita como sempre e por fim, finalizar a vida com uma bagagem fantástica, com bastante experiência, amor e felicidades e conseguir olhar para traz e ver tudo o que conquistou.
  
  

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